Desertificação - causas, exemplos e soluções

Dia 17 de junho foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) o Dia Mundial de Combate à Desertificação. Quando você pensa no termo “desertificação”, em grande parte dos casos, deve vir a sua cabeça a imagem de um solo seco e com rachaduras, e é isto mesmo. Mas este cenário faz parte do processo final da desertificação, no qual o solo se torna pobre em nutrientes, as plantas não se desenvolvem nele e não retém água.

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QUAIS SÃO AS CAUSAS DESTE FENÔMENO?

Alguns dos fatores que contribuem para isto são: uso inadequado de recursos florestais, em especial dos biomas cerrado e caatinga, práticas agropecuárias e manejo do solo de forma intensa e predatória, desmatamento e aspectos climáticos, como severas secas.  

VOCÊ SABIA QUE MUITOS ESTADOS BRASILEIROS SOFREM COM A DESERTIFICAÇÃO? 

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De acordo com o Laboratório de Análise de Imagens e Satélites (Lapis) 16% do território nacional enfrenta o processo de desertificação. São 1488 municípios brasileiros, 31,7 milhões de habitantes (17% da população) e 85% das pessoas pobres do Brasil que sofrem com esse problema. Adicionalmente, segundo a Embrapa, no Brasil do total de 982.563 km2 de área do Semiárido, aproximadamente 600.000 km2 já foram intensamente atingidos por este fenômeno, incluindo oito estados da região Nordeste e norte de Minas Gerais. Além disso, o desmatamento da Caatinga já chegou a quase 50% pela desertificação devido, grande parte, ao desmatamento em conjunto com a seca. 

A desertificação traz consigo a destruição de ecossistemas, escassez de água, fome e vulnerabilidade social. Este é o momento de pensar em alternativas para combater este fenômeno que a cada ano ganha maiores proporções! 

MAS QUAL A DIFERENÇA ENTRE SECA E DESERTIFICAÇÃO? 

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente “seca é um fenômeno natural no qual a precipitação registrada é significativamente inferior aos valores considerados normais para um determinado território provocando sério desequilíbrio hídrico que afeta negativamente o ambiente, a população e os sistemas de produção” já a desertificação pode ser definida como a “degradação ambiental e socioambiental, particularmente nas zonas áridas, semiáridas e sub-úmidas secas, resultantes de vários fatores e vetores, incluindo as variações climáticas e as atividades humanas”.

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Este é um fenômeno seríssimo que precisa ser mais discutido, não só lembrado no dia que se comemora o seu combate, uma vez que cerca de 15% da superfície terrestre (mais de 110 países) sofre algum tipo de desertificação, prejudicando a vida de mais de 250 milhões de pessoas. As regiões mais atingidas pela desertificação são: Oeste da América do Sul, Norte e Sul da África, Oriente Médio, Ásia Central, Noroeste da China, Austrália e Sudoeste dos Estados Unidos (Worldwatch Institute). 

COMO PODEMOS COMBATER A DESERTIFICAÇÃO?

Algumas alternativas que podem ajudar no combate e mitigação da desertificação são:

I) A prevenção e/ou redução da degradação das terras;

II) A reabilitação e recuperação de terras parcialmente degradadas; 

III) Recuperação de mata ciliar; 

IV) Reflorestamento; 

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V) Investimento em pesquisas e criação de banco de dados de informações referentes às áreas com processos de desertificação;

VI) Educação da população;

VII) Implantação de cordões de pedra, terraceamento e barragens sucessivas;

VIII) Uso de sistema de integração lavoura-pecuária-floresta;

IX) Manejo mais sustentável do solo.

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Fontes de informações:

Embrapa 

Laboratório de Análise de Imagens e Satélites (Lapis)

Ministério do Meio Ambiente

Worldwatch Institute 

ÁGUA SUSTENTÁVEL: PORQUE O MUNDO PRECISA DE ÁGUA.

seca, desertificação

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